“No domingo da ida às urnas, a propósito das Eleições Presidenciais, Vitória SC e Fafe defrontaram-se, mas, no final das votações, foram os da casa a convencer o seu eleitorado com um triunfo pela margem mínima (1-0). O encontro foi equilibrado do início ao fim, marcado por inúmeros duelos, mas um único lance onde tudo saiu bem foi mais do que suficiente para os da casa conquistarem os três pontos.
O primeiro tempo ficou marcado, desde cedo, pelo ascendente vitoriano, que condicionou a primeira fase de construção do Fafe e somou mais aproximações à baliza adversária. A partida ficou sempre marcada por inúmeros duelos corpo ao corpo, mas os que se registaram na primeira parte foram, grosso modo, muito duros e aguerridos, perante o impulso das bancadas (grande número de adeptos, de ambos os conjuntos).
Na segunda parte, a intensidade e o ritmo baixaram e só voltaram a aumentar na reta final do encontro, quando os dois técnicos começaram a efetuar substituições. À entrada para o quarto de hora final, os conquistadores colocaram-se na frente do marcador: pela esquerda do ataque, Francisco Dias enviou um cruzamento largo para o segundo poste, onde Miguel Nogueira cabeceou para o fundo das redes.
Daí em diante, o Fafe foi procurando a todo o custo o golo do empate, mas nunca o conseguiu, não só pela organização do coletivo adversário, mas também graças a Guilherme Oliveira: se, na jornada passada, foi o “vilão”, por ter cometido um erro crasso que deu o golo da vitória ao Varzim, hoje foi o herói, na medida em que negou, com grandes defesas, as melhores oportunidades adversárias.
Os companheiros de equipa reconheceram-no, tendo ido ao seu encontro assim que soou o apito final. Com este resultado, e dado o empate do USC Paredes, o Vitória SC ascende ao terceiro lugar da tabela, tendo agora 26 pontos. O Fafe, com os mesmos 23 pontos, ainda tem a chance de integrar o apuramento de campeão na última jornada da fase regular, mas não depende só de si e a tarefa ficou mais difícil.”
Texto retirado do zerozero.pt





