“Num dos jogos mais importantes da história dos dois clubes, Luís Tralhão repetiu o onze que venceu o Marítimo na última jornada do campeonato, enquanto Mário Ferreira, depois de rodar muito no último jogo da Liga 3, mudou seis jogadores em relação à derrota no Marco de Canaveses.
Com estatuto de favorito, o Torreense entrou melhor e começou a aproximar-se da área fafense desde cedo. Porém, a muralha defensiva dos justiceiros – num 5-4-1 quando sem bola – foi cortando todos os cruzamentos que passavam perto da baliza de Tiago Martins.
O primeiro tempo não foi pródigo em grandes oportunidades e, com o andar do relógio, o Fafe foi-se agigantando e até dispôs da melhor chance de perigo. Leandro Teixeira – o central – apareceu na área a desviar um cruzamento da direita, mas a bola saiu ao lado da baliza à guarda de Lucas Paes.
Dany Jean foi o mais desconcertante do lado da equipa da casa, Picas foi o que mais agitou para os justiceiros. Empate a zeros ao intervalo, justo mediante o que se passou em campo.
Para o segundo tempo voltaram os mesmos 22 protagonistas, mas a toada geral do jogo foi bem diferente. O Torreense voltou a carregar e começou a aproximar-se cada vez mais do último terço. Muita bola parada, muitos cruzamentos, mas pouca eficácia na decisão final.
O ascendente torreense foi-se mantendo e acentuando, à medida que o Fafe também foi quebrando fisicamente: a diferença de nível a notar-se pela primeira vez na eliminatória. A primeira vez que o Fafe conseguiu pisar na área contrária foi a 15´ dos 90´, o que deixa ficar notória a superioridade caseira, apesar desta não se traduzir em oportunidades de golo.
Na fase em que o jogo estava mais equilibrado, eis que o nó desatou. Depois de um erro de Tiago Martins, a bola sobrou para a esquerda, um cruzamento rasteiro para a entrada da área e David Bruno, de primeira, apareceu a rematar uma bomba para o fundo das redes fafenses. Torreense perto do Jamor!
Até ao fim, o Fafe ainda tentou – de fora da área, principalmente – mas os remates de Diogo Castro saíram desenquadrados com a baliza. Do outro lado, Tiago Martins ainda evitou o segundo de Seydi.
A fechar, já no último dos dez minutos de compensação, Seydi foi carregado na área e Gustavo Correia apontou para a marca dos onze metros. De penálti, Stopira não tremeu e fez o segundo.”
Texto retirado do zerozero.pt





